sexta-feira, 23 de março de 2007

País Profundo

“ (José Miguel Júdice) Um dos segredos de Sócrates é a imagem. Nos EUA não há nenhum feio que possa ser candidato a presidente. Têm todos que usar camisas de uma certa cor, a politica hoje é imagem, quem não gosta não se mete nelas.

(Ângela Silva do Expresso) Sócrates não é feio. Mas acha Alberto João Jardim, que também é um vencedor, um homem bonito?

(JMJ) Mas aí estamos na Madeira. Jardim não passa no continente.”

In Revista Única, Caderno Expresso de 10 de Março de 2007 acerca de Marques Mendes.

Pois bem, realmente não há moral que se lhe ajuste ou ética que não o condene, mas terá ele alguma razão?

No limiar, o plano continental português actual, e refiro-me obviamente e apenas às cidades porque Portugal não tem interior (pois é povoado pelos ásperos intelectuais que se agarraram à cultura local portuguesa e essa, a meu ver, é desactualizada da presente e homogénea cultura europeia), insere-se na procura de espaço mediático entre a sociedade de consumo e o crescimento tecnológico-intelectual. Nesta realidade cresce um apoio incontestável ao, cada vez mais lugar-comum, metrossexual. “Ora não tem nada de especial!” – penso eu, porque o culto metrossexual já há há uns bons 6 anos e poderei dizer que fui um dos primeiros a abraça-lo sem medo de ser confundido com um dandy. Mas será comum ver o culto da imagem a circular pela política? Certamente que sim.

Ora nós, que gostamos de viver na eufórica procura e assimilação de tendências urbanas e que abraçamos conscientemente movimentos racionalistas que nos trazem ímpares momentos de confrontação entre, por um lado, a nossa consciência crítica, a nossa ética, a nossa coerência e a nossa “moral” e por outro lado, o mundo em que vivemos, tantas vezes desonesto e cruel como feio e repelente, como sendo uma projecção irrealista do que somos. Dizia eu, nós que gostamos de nos ver por momentos distanciados deste mundo (que reconhecemos…), somos imagem e não circulamos na política, ou será que circulamos? Certamente que sim.

Somos a imagem de uma sociedade alerta e activa que não se importa de rejeitar o que não é consciente, correcto ou de qualquer forma contra-natura. Efectivamente sabemos viver e extraímos da metrópole, fonte natural e foz da convergência e alocação de bens essenciais à vida desfrutada de forma consciente e questionada: as modas, as tendências, os pensamentos e filosofias que chegam de fora. Estas encontram nos citadinos a terra e o fertilizante necessário para crescerem e ganharem forma expandindo-se para outras culturas num perpétuo ciclo.

Portanto, posso afirmar com alguma alegria que já somos um país desenvolvido! Porquê? Porque os nossos políticos têm imagem! E isto é o que querem que o povo absorva da dita cultura desenvolvida: a nossa! No que me toca, recebem todo o meu apoio e aplausos, porque prefiro andar na rua a ver pessoas bonitas e arranjadas. Mas talvez eu seja pouco profundo!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

A Selva Urbana ou Como Apertar O Cinto Alargando O Tamanho Das Calças Com Tranquilidade

Ainda não passou assim tanto tempo que já nos tenhamos esquecido das célebres advertências: “É hora de apertar o cinto” e “O país está de tanga”, mas a minha favorita é a que circulava pelas ruas nos comentários às afirmações anteriores: “Talvez teremos que fazer mais furos no cinto, porque apertado já ele está!”. Embora seja assim, há dias em que somos recordados que há quem viva mais e melhor com menos... muito menos. Hoje foi um desses dias e estou em pulgas para partilhar com vocês esta história. É que em Portugal há uma regra muito importante: Vale tudo quando se trata de ser mais esperto que o vizinho.

A quarta-feira não costuma ser o dia de eleição para ir ao cinema por três motivos: 1º - não é fim de semana; 2º - não é segunda feira, portanto os bilhetes não são mais baratos; 3ª - não é quinta-feira, logo não há estreias. Mas graças a uma palavra, que nem é um palavrão, chamada de competição podemos ter acesso a um bom jantar mais um bilhete de cinema por 8€ no shopping de Oeiras (passo a publicidade). Como todos sabem a competição entre duas ou mais entidades serve sempre um propósito maior e tende a salientar o que de melhor e pior há nessas mesmas entidades que competem. Neste caso, quem sai beneficiado somos nós, consumidores, e não é necessário falar mais sobre os beneficios: todos nós os conhecemos.

Mas continuemos a falar sobre competição entre empresas. Existem vários restaurantes que aderiram à promoçao que o shopping lançou. A escolha é variada desde a comida mais saudável à tipica picanha brasileira com arroz, feijão, couve e farófia. Foi por esta última que eu me decidi por congregar todos os amino-ácidos, hidratos de carbono, proteínas e calorias que eu considero necessários para viver bem.

Dirigi-me ao restaurante que escolhi e noto à entrada que já possuem a célebre promoção do “encha o prato com tudo o que conseguir que não paga mais por isso”. Lá está! Mais um fruto da competição. Eu limitei-me ao ménu que estava disponível através da promoção do cinema. Feliz da vida observo uma rapariga que saltitava de bancada em bancada a encher o seu prato com tudo o que conseguia. «Engraçado - pensei eu - ela nem é gorda. Deve ter mais olhos que barriga!». Junto com ela estava um rapaz que parecia ser o seu namorado, também ele com o prato cada vez mais cheio...

Vou-vos dar uma imagem para perceberem bem o absurdo da coisa. Peguem num prato da vossa cozinha e meçam com a vossa mão um palmo na vertical. Agora que já têm uma ideia podemos continuar.

Antes de pagarem a módica quantia de 5,99€ ainda ouvi o rapaz dizer à rapariga que gostava de levar mais arroz. Arroz branco? – perguntou ela; Não, daquele ali, de cenoura – respondeu ele. Não fui o único a ficar surpreendido com as capacidades de digestão deste casal elegante. A empregada nunca tinha visto uma coisa assim: Já cá trabalho há algum tempo e eles deram-me a volta ao estômago! Eu respondi que era uma boa ideia alimentar-se com a fome dos outros... não gasta tanto e mantém a linha.

Intrigado, escolhi um lugar perto deste casal. Comentei com a minha companhia o que se tinha passado e depois de rir-mos um bom bocado começamos os dois a bisbilhotar a mesa ao fundo.

Ele estava sózinho. Ela estava junto ao balcão de outro restaurante. Mais comida??? Não. Dois tupperwares do serviço take-away. Em cima da mesa já estava um tupperware verde, de trazer por casa, cheio de carne e uma caixa de aluminio com tampa de cartão. Os pratos deles obviamente que já estavam com a quantidade normal de comida para um jantar. mas na verdade tinham ali ao todo comida suficiente para mais quatro refeições.

Os nossos queixos estavam caídos. Sentia um misto de gozo e admiração por aquelas duas personagens que estavam a furar o sistema com tanto à vontade. Notava-se que já não era a primeira vez. Tinham trazido um tupperware de casa e já faziam tudo com um mecanismo impressionante. No final da refeição o rapaz levantou-se e foi buscar um café cheíssimo. Partilharam! Depois deste acto romântico ela levantou-se com um papel na mão e entregou-o na loja de gelados. Provavelmente uma promoção qualquer que eu desconheço. Trouxe dois gelados de copo, cheios até acima.

A vontade de observar o ambiente para ver se mais alguém tinha reparado no mesmo que nós atingiu-me com uma força tentadora. E como Oscar Wilde disse: consegue-se resistir a tudo, menos à tentação!

Para maior das surpresas, nas nossas costas estava um casal a comer um frango assado e batatas fritas de pacote à mão. Acontece que o passaro está embrulhado no mesmo papel que faz publicidade ao hiper mercado que vende o frango assado a 1,99€.

E eu que pensava que tinha poupado imenso ao pagar 8€ por uma refeição e um filme. Fora de brincadeiras, a palavra está transmitida e a inspiração partilhada: cabe a cada um compreender e aprender a usar o sistema em proveito próprio. Pelo menos em Portugal!

Já agora, o filme escolhido foi “In pursuit of happyness” e recomenda-se vivamente.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

"Ser ou não ser, eis a questão" BRAVO André Gago!


Reino da Dinamarca. O tio de Hamlet, Cláudio, assassina o rei seu irmão e, dois meses depois, desposa a rainha viúva, tornando-se ele próprio rei, no lugar do jovem Hamlet, que deveria suceder ao pai. Inconformado, Hamlet é confrontado com o espectro do pai, que lhe revela o crime e lhe exige vingança. O comportamento que Hamlet adopta de aí em diante é semelhante a um estado de loucura. Sabendo-se espiado por Cláudio e Polónio, maltrata a filha deste, Ofélia, por quem manifestara sentimentos amorosos. Com a ajuda de um grupo de actores, e para se certificar da culpa de Cláudio, faz representar diante dele uma cena idêntica ao crime que este praticou. Pálido e incrédulo, Cláudio manda parar a representação. A prova está feita.


Ser ou não ser - eis a questão.
Será mais nobre sofrer na alma
Pedradas e flechadas do destino feroz
Ou pegar em armas contra o mar de angústias ­
E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
Só isso. E com o sono - dizem - extinguir
Dores do coração e as mil mazelas naturais
A que a carne é sujeita; eis uma consumação
Ardentemente desejável. Morrer - dormir­
Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sono da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa.
Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo,
A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,
As pontadas do amor humilhado, as delongas da lei,
A prepotência do mando, e o achincalhe
Que o mérito paciente recebe dos inúteis,
Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso
Com um simples punhal? Quem agüentaria fardos,
Gemendo e suando numa vida servil,
Senão porque o terror de alguma coisa após a morte ­
O país não descoberto, de cujos confins
Jamais voltou nenhum viajante - nos confunde a vontade,
Nos faz preferir e suportar os males que já temos,
A fugirmos pra outros que desconhecemos?
E assim a reflexão faz todos nós covardes.
E assim o matiz natural da decisão
Se transformar pálido do pensamento.
E empreitadas de vigor e coragem,
Refletidas demais, saem de seu caminho,
Perdem o nome de ação.

(SHAKESPEARE)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Reciclo!

Reciclagem: do Fr. Recyclage

Tecn.,

nova passagem por um ciclo de operações;
novo tratamento dado a materiais (papel, vidro, metal, etc. ), para possibilitar a sua reutilização e, assim, preservar o ambiente e os recursos naturais.


Reciclar não é um conceito vago que compreendemos, mas que não atingimos o seu significado na prática. Pelo contrário, a ameaça do cessar da vida, tal como a conhecemos, atingiu-nos na cara com a força de um gancho de direita nos queixos; e com a mão esquerda "esfregou-nos o pelo" com a reciclagem.

A reciclagem é uma atitude. É a atitude dos desprevenidos, dos remediados. Pois bem, que seja: reciclar, reciclar, reciclar são as palavras de ordem, como letras de uma música mainstream!

Mas é também um teste à eficácia e genialidade humana face ao Xeque que a Natureza nos fez. Se for Mate... quero uma desforra! Talvez consigamos fazer nós um Mate à Natureza no próximo jogo! Ou será que já não o fizemos?

domingo, 21 de janeiro de 2007

Piriquita 2

Foi na Sexta-Feira passada, durante o jantar na casa da Juliana, que conheci os dois franceses com quem passei o dia de hoje. A Cloé e o Romain. Como este post é acerca de uma tarde passada com eles, vou-os descrever para os poderem conhecer melhor.

A Cloé é uma jovem estudante de 22 anos, com um fraco por roupas ao estilo freak e cabelo a condizer. Tem olhos côr de amendoa, uma franja que lhe fornece uma bela moldura ao rosto bem delineado e um pouco acriançado. Não me entendam mal, é uma míuda sexy e gira como as francesas sabem ser e acho que depila as axilas (mas é só uma suposição). Está em Portugal a propósito da tese que quer apresentar para concluir o curso superior em Literatura: escolheu o nosso conterrâneo e mui badalado, hoje em dia, José Luís Peixoto. Sem desfazer, mais tarde viemos a descobrir que o tema que escolheu é meramente uma justificação para os seus pais a deixarem vir passar 6 meses em Portugal. Tem vários gostos e parece ser multifacetada pelo nível de conhecimentos que tem para alguém da sua idade, desde a mitologia grega à fotografia passando pela música. Diz que é uma especialista na tarte de maçã e gosta de dizer "Obrigada"; parece uma chinesa quando o diz.

O Romain tem 24 anos, é loiro de olhos azuis e trabalha como empregado de mesa nos comboios franceses. Aborrece-se se tem que servir alguém de quem não gosta. Acha as mulheres portuguesas muito bonitas e sexys, embora tenha medo delas (acho que ninguém o avisou que elas não são para quem quer mas para quem pode!). Está em Portugal porque anda a fazer CouchSurfing por estes lados. Para quem está por fora, o CouchSurfing é um novo conceito de viajar. É simples, mas não é para todos. Trata-se de uma comunidade que se reúne na internet para poder viajar garantidamente para qualquer lugar do planeta com a certeza de que existirá sempre um sofá onde passar a noite, a semana ou o mês (dêem uma vista de olhos aqui: couchsurfing.com ).

Quando os conheci fiz-lhes as perguntas da praxe e descobri que ainda não tinham ido a Sintra. Ofereci-me para os levar lá no Domingo e assim foi. Eu não gosto de ir a algum lugar sem ter uma boa justificação para o fazer; acho que gostar de algum sitio é uma desculpa que apenas permite uma visita a mais.

Encontrei-me com eles às 13h na estação de Sintra e levei-os a verem a bela vista dos jardins e da planície no Palácio de Seteais, para abrir o apetite. Logo a seguir levei-os a conhecer o meu local favorito da Vila de Sintra: a Quinta da Regaleira. Mágnifica como sempre contínuou a surpreender-me com todos os seus encantos. Descobri uma série de coisas novas que ainda não tinha visto como por exemplo o "All Seing-Eye" à entrada da capela. Eles os dois ficaram estupefactos com o Poço Iniciático e já não os conseguia aguentar quando através de um dos inúmeros túneis fomos desembocar na Cascata. Brilhante!

Como nenhum de nós tinha almoçado, fomos à Piriquita 2 para comer uma refeição leve na esplanada. O Sr. Joaquim teve a feliz ideia de colocar uma mesa com cadeiras forradas para nós os três, pois já não haviam mais lugares. Quem vai a Sintra pela primeira vez e não come uma Cruz Alta na Piriquita 2, nunca chegou a conhecer verdadeiramente Sintra.

Para rematar, fizemos uma travessia de carro pelo interior da Serra até ao Cabo da Roca. Eram 17h30 e o pôr-de-sol não foi nada de especial. Fizemos umas boas fotos e quando eles já não aguentavam mais o frio e o vento levei-os dali para o Moinho de D. Quixote - juro que não foi de propósito que não os avisei acerca do frio, mas foi engraçado quando os vi a chegarem: ela com um vestido de verão e ele com um pequeno casaco.

sábado, 20 de janeiro de 2007

Sofrer para sorrir...

Quem é que gosta de sofrer? É esta a pergunta que eu coloco agora. Eu sou da opinião que o sofrimento é um dos mais importantes alicerses da civilização tal como a conhecemos (bem como a mentira, mas isso será tema para outra altura).

Pelo que a minha parca experiência e conhecimentos literários me permitem ter, sei que já desde Homero se exaltam os grandes sofredores do planeta como os mais nobres entres os homens. Ulisses, acarinhado por uns deuses e odiado por outros, tenta regressar para junto da sua sempre fiel Penélope e para o conseguir empreende uma viagem cheia de ardilosas manhas, sofrimentos incríveis e infindáveis torturas. Esta viagem irá lhe custar 10 anos da sua vida e durará para a eternidade através de um dos livros mais influenciadores do pensamento ocidental, a seguir à Biblia.

A Biblia... como é possível falar do Homem ocidental sem mencionar a biblia? Infelizmente, seria das maiores omissões passíveis de se fazer. Quem nunca a leu como eu, não terá qualquer dificuldade em identificar que é composta por dois testamentos: o antigo e o novo; por variadissimos salmos, onde são narradas histórias de uma imaginação tão fertil como puéril, as quais descrevem toda a evolução do universo, desde a criação do Universo pela mão do criativo deus até à morte de Jesus Cristo, filho do mesmo criativo deus. Pergunto-me se já não seria altura de alguém escrever um Testamento contemporâneo. E como é que deus nasceu? Deixo o repto ao Papa Bento XVI, como represante de deus na Terra. Faça juz à criatividade!

E falando em papas, poderíamos abordar Dante Alighieri e a sua Divina Comédia, escrita após ter sido injustamente exilado para sempre pelo Sumo Pontifice. Esta, culminaria num texto "épico e teológico (...), que se tornou a base da língua italiana moderna e culmina a afirmação do modo medieval de entender o mundo." (in Wikipedia.org) Quem sabe que é desde então que temos uma noção precisa de como é o Inferno? Foi ele quem o descreveu ao pormenor, numa crítica feroz e redentora da sua fé.

Fé? Dom Quixote!! Loucura?? Hamlet!! Amor?? Sidharta! Beleza?? Dorian Gray! Cândido, Justine, K. ... a lista continua. O sofrimento é um dos mais importantes sentimentos. É regenerador, é catártico, é profundo, é esmagador, é atroz e necessário. Através do sofrimento o Homem excede-se. Por isso pergunto: quem é que gosta de sofrer? Eu não com certeza, mas gosto muito de sorrir!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

O fim

Este será o meu blog... momentâneo.

Como qualquer coisa boa que existe neste planeta, este blog começa pelo seu fim. Ou poderia dizer antes: pelo seu objectivo. Porque além de todos os prazeres momentâneos que iremos partilhar, nada dá mais prazer que atingir o objectivo mesmo antes de começar o caminho. Aquela sensação de preço inestimável. Espero que a conheçam... se ainda não a conhecem... paciência. Ninguém disse que a vida ia ser fácil!

Sem mais demoras vou apresentar este espaço e o seu objectivo.

Bem vindos aos Prazeres Momentâneos da vida. Porque nada é etérno, e tudo não passa de um fugaz momento vou aproveitar este espaço para partilhar os meus comentários mordazes, as minhas ironias, os meus desejos, vontades... qui ça partilhar histórias engraçadas da minha vida inventada - para os curiosos... quis dizer que quem conta um conto, acrescenta um ponto.