segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Reciclo!

Reciclagem: do Fr. Recyclage

Tecn.,

nova passagem por um ciclo de operações;
novo tratamento dado a materiais (papel, vidro, metal, etc. ), para possibilitar a sua reutilização e, assim, preservar o ambiente e os recursos naturais.


Reciclar não é um conceito vago que compreendemos, mas que não atingimos o seu significado na prática. Pelo contrário, a ameaça do cessar da vida, tal como a conhecemos, atingiu-nos na cara com a força de um gancho de direita nos queixos; e com a mão esquerda "esfregou-nos o pelo" com a reciclagem.

A reciclagem é uma atitude. É a atitude dos desprevenidos, dos remediados. Pois bem, que seja: reciclar, reciclar, reciclar são as palavras de ordem, como letras de uma música mainstream!

Mas é também um teste à eficácia e genialidade humana face ao Xeque que a Natureza nos fez. Se for Mate... quero uma desforra! Talvez consigamos fazer nós um Mate à Natureza no próximo jogo! Ou será que já não o fizemos?

domingo, 21 de janeiro de 2007

Piriquita 2

Foi na Sexta-Feira passada, durante o jantar na casa da Juliana, que conheci os dois franceses com quem passei o dia de hoje. A Cloé e o Romain. Como este post é acerca de uma tarde passada com eles, vou-os descrever para os poderem conhecer melhor.

A Cloé é uma jovem estudante de 22 anos, com um fraco por roupas ao estilo freak e cabelo a condizer. Tem olhos côr de amendoa, uma franja que lhe fornece uma bela moldura ao rosto bem delineado e um pouco acriançado. Não me entendam mal, é uma míuda sexy e gira como as francesas sabem ser e acho que depila as axilas (mas é só uma suposição). Está em Portugal a propósito da tese que quer apresentar para concluir o curso superior em Literatura: escolheu o nosso conterrâneo e mui badalado, hoje em dia, José Luís Peixoto. Sem desfazer, mais tarde viemos a descobrir que o tema que escolheu é meramente uma justificação para os seus pais a deixarem vir passar 6 meses em Portugal. Tem vários gostos e parece ser multifacetada pelo nível de conhecimentos que tem para alguém da sua idade, desde a mitologia grega à fotografia passando pela música. Diz que é uma especialista na tarte de maçã e gosta de dizer "Obrigada"; parece uma chinesa quando o diz.

O Romain tem 24 anos, é loiro de olhos azuis e trabalha como empregado de mesa nos comboios franceses. Aborrece-se se tem que servir alguém de quem não gosta. Acha as mulheres portuguesas muito bonitas e sexys, embora tenha medo delas (acho que ninguém o avisou que elas não são para quem quer mas para quem pode!). Está em Portugal porque anda a fazer CouchSurfing por estes lados. Para quem está por fora, o CouchSurfing é um novo conceito de viajar. É simples, mas não é para todos. Trata-se de uma comunidade que se reúne na internet para poder viajar garantidamente para qualquer lugar do planeta com a certeza de que existirá sempre um sofá onde passar a noite, a semana ou o mês (dêem uma vista de olhos aqui: couchsurfing.com ).

Quando os conheci fiz-lhes as perguntas da praxe e descobri que ainda não tinham ido a Sintra. Ofereci-me para os levar lá no Domingo e assim foi. Eu não gosto de ir a algum lugar sem ter uma boa justificação para o fazer; acho que gostar de algum sitio é uma desculpa que apenas permite uma visita a mais.

Encontrei-me com eles às 13h na estação de Sintra e levei-os a verem a bela vista dos jardins e da planície no Palácio de Seteais, para abrir o apetite. Logo a seguir levei-os a conhecer o meu local favorito da Vila de Sintra: a Quinta da Regaleira. Mágnifica como sempre contínuou a surpreender-me com todos os seus encantos. Descobri uma série de coisas novas que ainda não tinha visto como por exemplo o "All Seing-Eye" à entrada da capela. Eles os dois ficaram estupefactos com o Poço Iniciático e já não os conseguia aguentar quando através de um dos inúmeros túneis fomos desembocar na Cascata. Brilhante!

Como nenhum de nós tinha almoçado, fomos à Piriquita 2 para comer uma refeição leve na esplanada. O Sr. Joaquim teve a feliz ideia de colocar uma mesa com cadeiras forradas para nós os três, pois já não haviam mais lugares. Quem vai a Sintra pela primeira vez e não come uma Cruz Alta na Piriquita 2, nunca chegou a conhecer verdadeiramente Sintra.

Para rematar, fizemos uma travessia de carro pelo interior da Serra até ao Cabo da Roca. Eram 17h30 e o pôr-de-sol não foi nada de especial. Fizemos umas boas fotos e quando eles já não aguentavam mais o frio e o vento levei-os dali para o Moinho de D. Quixote - juro que não foi de propósito que não os avisei acerca do frio, mas foi engraçado quando os vi a chegarem: ela com um vestido de verão e ele com um pequeno casaco.

sábado, 20 de janeiro de 2007

Sofrer para sorrir...

Quem é que gosta de sofrer? É esta a pergunta que eu coloco agora. Eu sou da opinião que o sofrimento é um dos mais importantes alicerses da civilização tal como a conhecemos (bem como a mentira, mas isso será tema para outra altura).

Pelo que a minha parca experiência e conhecimentos literários me permitem ter, sei que já desde Homero se exaltam os grandes sofredores do planeta como os mais nobres entres os homens. Ulisses, acarinhado por uns deuses e odiado por outros, tenta regressar para junto da sua sempre fiel Penélope e para o conseguir empreende uma viagem cheia de ardilosas manhas, sofrimentos incríveis e infindáveis torturas. Esta viagem irá lhe custar 10 anos da sua vida e durará para a eternidade através de um dos livros mais influenciadores do pensamento ocidental, a seguir à Biblia.

A Biblia... como é possível falar do Homem ocidental sem mencionar a biblia? Infelizmente, seria das maiores omissões passíveis de se fazer. Quem nunca a leu como eu, não terá qualquer dificuldade em identificar que é composta por dois testamentos: o antigo e o novo; por variadissimos salmos, onde são narradas histórias de uma imaginação tão fertil como puéril, as quais descrevem toda a evolução do universo, desde a criação do Universo pela mão do criativo deus até à morte de Jesus Cristo, filho do mesmo criativo deus. Pergunto-me se já não seria altura de alguém escrever um Testamento contemporâneo. E como é que deus nasceu? Deixo o repto ao Papa Bento XVI, como represante de deus na Terra. Faça juz à criatividade!

E falando em papas, poderíamos abordar Dante Alighieri e a sua Divina Comédia, escrita após ter sido injustamente exilado para sempre pelo Sumo Pontifice. Esta, culminaria num texto "épico e teológico (...), que se tornou a base da língua italiana moderna e culmina a afirmação do modo medieval de entender o mundo." (in Wikipedia.org) Quem sabe que é desde então que temos uma noção precisa de como é o Inferno? Foi ele quem o descreveu ao pormenor, numa crítica feroz e redentora da sua fé.

Fé? Dom Quixote!! Loucura?? Hamlet!! Amor?? Sidharta! Beleza?? Dorian Gray! Cândido, Justine, K. ... a lista continua. O sofrimento é um dos mais importantes sentimentos. É regenerador, é catártico, é profundo, é esmagador, é atroz e necessário. Através do sofrimento o Homem excede-se. Por isso pergunto: quem é que gosta de sofrer? Eu não com certeza, mas gosto muito de sorrir!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

O fim

Este será o meu blog... momentâneo.

Como qualquer coisa boa que existe neste planeta, este blog começa pelo seu fim. Ou poderia dizer antes: pelo seu objectivo. Porque além de todos os prazeres momentâneos que iremos partilhar, nada dá mais prazer que atingir o objectivo mesmo antes de começar o caminho. Aquela sensação de preço inestimável. Espero que a conheçam... se ainda não a conhecem... paciência. Ninguém disse que a vida ia ser fácil!

Sem mais demoras vou apresentar este espaço e o seu objectivo.

Bem vindos aos Prazeres Momentâneos da vida. Porque nada é etérno, e tudo não passa de um fugaz momento vou aproveitar este espaço para partilhar os meus comentários mordazes, as minhas ironias, os meus desejos, vontades... qui ça partilhar histórias engraçadas da minha vida inventada - para os curiosos... quis dizer que quem conta um conto, acrescenta um ponto.